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Blog do JE Paccola


MUDAR OU NÃO DE EMPRESA?

É muito gratificante ser abordado por um profissional que está trabalhando em algumas das empresas em que você presta serviços para responder a seguinte pergunta: recebi uma proposta de trabalho, devo aceitar?

A atividade de consultor exige que você tenha contato com vários níveis da empresa, tanto horizontal quanto verticalmente. Você fala com quase todas as áreas que completam os processos e, dentro delas, o seu relacionamento pode ir desde o auxiliar até o diretor. Por isso mesmo o consultor precisa ter, em cada tempo, o arrojo para buscar a informação de que precisa e ser discreto para guardar aquilo que não deve ser revelado.

Quando a pessoa recebe uma proposta de trabalho e a discute com algum colega, já é um sinal de que aquela proposta mexeu com os seus interesses. Quando você trabalha fixo em uma empresa tem contato diário com as pessoas e as conhece a ponto de dar sugestões mais acertadas sobre a importante decisão a ser tomada, no caso em questão, da escolha entre mudar ou não de emprego. O consultor visita a empresa esporadicamente e tem um contato de menor intensidade com os profissionais. Mas isso não deve ser motivo de fugir da conversa. O que devemos fazer é tentar organizar as ideias do profissional, uma vez que as dele devem estar em total profusão neste momento.

Uma das primeiras perguntas que deve ser feita é: quais os motivos que o levariam a mudar de empresa? Algumas respostas possíveis:

·         Melhorar o salário

·         Melhorar as condições de trabalho

·         Ampliar a abrangência horizontal de minhas funções

·         Ir para uma empresa mais sólida e com mais visibilidade

·         Mudar de cidade, de estado, de país. Aprender novas culturas, novas línguas.

·         Novos desafios

As próximas perguntas poderiam ser relacionadas com a empresa alvo, a possível nova empregadora. Algumas sugestões:

·         É uma empresa séria? É reconhecida por possuir princípios éticos?

·         O novo chefe é um profissional que possibilita e incentiva a evolução da equipe?

·         Terei oportunidades de crescimento?

·         É uma empresa inovadora?

·         Tem uma boa política de formação e capacitação de pessoas?

E, finalmente, algumas perguntas para você mesmo:

·         Estou ciente de que existe uma parcela de risco nesta decisão? Mesmo com as respostas favoráveis para as perguntas anteriores, sei que pode não dar certo?

·         Minha família (esposa, esposo, filhos, se tiver) está disposta a seguir comigo?

·         Estou ciente que terei de conquistar, na nova empresa, o reconhecimento profissional que já consegui aqui? Isto pode significar recuar um pouco para avançar depois.

Se a maioria das respostas for positiva você deve ir imediatamente para a nova empresa. Negocie com profissionalismo a sua saída. Afinal, é melhor deixar as portas abertas. E sucesso. Este frio na barriga que você está experimentando agora fará parte de sua história amanhã. E, além disso, será mais um importante tijolo acrescentado à sua formação profissional e pessoal. Bom trabalho.

 



Escrito por PACCOLA às 16h08
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FUI DEMITIDO. E AGORA?

Com certeza não é a primeira vez que aparece um artigo com esse título. O momento do desligamento já foi motivo de muitos estudos e pelo visto continuará sendo. Motivos não faltam para que este assunto esteja sempre em pauta. Não é a melhor notícia para quem está trabalhando – nem para quem recebe e tampouco para quem dá.

Para quem recebe a notícia é fundamental absorver o mais rápido possível esta situação e definir ações para que este período entre a saída de uma empresa e uma nova colocação seja o menor possível.

O momento de transição é sempre turbulento na vida de qualquer profissional. Não é fácil deixar uma empresa em que já estamos acostumados a trabalhar e mudar para outra, que não conhecemos. Independentemente do tempo de trabalho, qualquer desligamento é um fato que pode conturbar a nossa rotina, mesmo que a mudança seja um fato desejado e planejado. A situação se amplifica se a saída não foi planejada e muito menos desejada.

Uma vez que ocorre o desligamento da empresa e que todos os acertos legais e financeiros foram realizados, é hora de pensar no que fazer e para onde ir, principalmente se você foi pego de surpresa e não teve tempo para esta preparação. Mas, antes disso, permita-me dizer algumas dicas que costumam funcionar neste momento em que sentimos que o chão fugiu de nossos pés e que, imaginamos, que pouco resta a fazer. Há muito que fazer, principalmente se temos vontade de ainda permanecer no mercado de trabalho. Vejamos :

·         O primeiro passo é cortar todos os cordões que amarram você na última empresa. Isto não significa que você vai desprezar tudo o que viveu lá. Não é isso que estou falando. Mas você tem que se conformar que não está mais naquela firma e dificilmente voltará para lá no mesmo estágio em que saiu. Procure não utilizar a caneta com o logotipo nem o blusão que você ganhou na festa de final de ano. Identifique tudo o que faz você lembrar o seu trabalho antigo e procure não tomar muito contato com isso. Ou, quando olhar para a foto da turma, recorde somente os bons momentos que ali viveu.

·         Não fique remoendo coisas que você fez e, principalmente, o que não fez. ‘Se eu soubesse que iria sair, mandava o chefe lamber sabão.’ Muitos pensam assim mas, de verdade, isto não vai melhorar a realidade e será a reprise de uma situação mal resolvida que você já vivenciou. No melhor dos casos, este stress vai contribuir para piorar o seu sistema cardíaco. Somente você vai sair perdendo.

·         Se algum colega telefonar para você para se despedir, ouça com atenção e carinho e deseje a ele felicidades e sucesso naquela empresa. Não é porque você saiu que ninguém pode ser feliz lá.

·         Saia de casa nos horários não usuais – que a dedicação ferrenha ao trabalho não lhe permitia – e vá comprar jornal naquela banca em que você ia somente aos sábados ou domingos. E responda a verdade para o jornaleiro quando ele lhe perguntar se você está em férias.

·         E elabore, o mais rapidamente possível, quais ações você vai realizar para buscar uma nova ocupação. Somente é possível desenhar o futuro se nós nos desligarmos do passado que nos faz mal.

Além disso, tenha certeza de que o desligamento de uma empresa já foi vivido por milhões de profissionais e que isto continuará acontecendo, pelo menos enquanto as forças do capital e trabalho forem desbalanceadas como sempre foram. E aproveitar o momento, pois este pode ser decisivo para aquela mudança tão desejada e que a estabilidade, agora passageira, não fornecia a coragem necessária para a ação. Bom trabalho.  



Escrito por PACCOLA às 12h19
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SAIR DO CICLO DO DESESPERO PARA A ESPIRAL DA EXCELÊNCIA

 O CICLO DO DESESPERO é o temido 'Quebra/Conserta' que nenhum gestor de manutenção consegue aguentar e de onde todos, sem exceção, querem sair. Alguns gestores até se sentem valorizados pois constantemente são chamados a resolver problemas e apagar fogos. Mas não é possível conviver neste mundo. Não se pode viver em um ambiente onde nada é previsível e onde não se consegue antecipar nenhum evento. Não há empresa que suporte tal desfeita.

É preciso buscar a ESPIRAL DA EXCELÊNCIA, onde eventos de manutenção podem ser antecipados e há possibilidade de se efetuar melhorias nos equipamentos para que eles tenham melhor desempenho. E torcida não basta. É preciso definir com clareza a ESTRATÉGIA da manutenção, desenhar o PLANEJAMENTO das atividades e todo o sistema de CONTROLES e ter muita ORGANIZAÇÃO na EXECUÇÃO das atividades. Depois disso tudo é preciso ANALISAR os dados com profundidade e, como principal produto dessas análises, elaborar PLANOS DE AÇÃO consistentes. E que estes Planos de Ação sejam executados dentro dos prazos estabelecidos. Não há espaço para torcida e sim para muito trabalho. Mas vale a pena. Quem experimenta viver a ESPIRAL DA EXCELÊNCIA nem pensa em voltar ao Ciclo do Desespero. Afinal, este Ciclo do Desespero, além de significar perda de tempo e dinheiro, também é um local propício para se obter muitas rugas e  inúmeros cabelos brancos. Pelo menos, para aqueles que sobrarem. Bom trabalho.    

 



Escrito por PACCOLA às 13h54
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LIVRO MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DE EQUIPAMENTOS MÓVEIS

Olá pessoal, bom dia,

O livro MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DE EQUIPAMENTOS MÓVEIS, de minha autoria, está a venda no site www.painelflorestal.com.br na seção SHOPPING FLORESTAL.

um abraço e obrigado. JEPaccola

 



Escrito por PACCOLA às 12h15
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CURSO DE GESTÃO EM MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS MÓVEIS

olá pessoal,

o CURSO DE GESTÃO EM MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS FLORESTAIS ocorreu nesta quinta e sexta feira em Curitiba. Uma parceria da ZDP Consultoria e Malinovski Florestal, este foi o primeiro curso do gênero oferecido no Brasil. Com a presença de 42 participantes, o curso foi muito bem recebido e elogiado. Isto abre oportunidades para novas turmas ainda neste ano. Aguardem.

um grande abraço, obrigado a todos aqueles que participaram e a Malinovski Florestal que permitiu esta parceria. Até breve.



Escrito por PACCOLA às 19h01
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Encarando as PERDAS de frente

Em todos os processos existem perdas. Processo é um conjunto de atividades para gerar determinado produto ou serviço. Então, em toda a atividade operacional existe perda. Não é uma afirmação agradável de ser feita nem para ser ouvida, porém é verdadeira. Não se deve perder tempo justificando as perdas, pois todas elas têm boas explicações.

            As perdas precisam ser conhecidas, identificadas, classificadas e eliminadas. Em empresas que não possuem sistemas organizados de gestão e que o gerenciamento da rotina não está totalmente implantado ou que ainda não tenha sistema de busca de melhorias em atividade, nestas empresas estima-se que as perdas representam quase a mesma quantidade do produto que é aproveitado. Ou seja, eliminando todas as perdas descobre-se outra empresa, mesmo sem ampliá-la. São tesouros escondidos que precisam ser descobertos para que sejam tratados.

            Nenhum gestor ou líder gosta de admitir que, em sua área, existem perdas. Pode parecer que ele pratica má gestão ou ainda que está sendo negligente. Esta mentalidade precisa ser mudada, pois se o próprio gestor não aceita que existem perdas em sua área ele não vai promover ações para que elas sejam eliminadas. Todos precisam entender que as perdas, antes de serem ameaças, são oportunidades para melhorar os resultados. Se não forem tratadas, aí sim se tornam ameaças.



Escrito por PACCOLA às 11h59
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Mais um caso fatal envolvendo profissional da Manutenção

 Sem querer ser fatalista, apenas para reforçar a importância da atividade de Manutenção nos processos atuais. Agora é o caso do parque Hopi Hari. Abaixo reproduzo um trecho da matéria da jornalista Marília Rocha da Folha de São Paulo.

FOLHA DE SÃO PAULO – 18 de abril de 2012

 

MARÍLIA ROCHA
DE CAMPINAS

 

Presidente do Hopi Hari, vice e mais nove são indiciados

Onze funcionários do parque vão responder pelo acidente que matou Gabriella Nichimura, 14, em fevereiro deste ano

Delegado afirma que apontados como responsáveis foram 'omissos, negligentes e imprudentes' no caso

(...)

Gabriella Yukari Nichimura, 14, morreu em fevereiro após cair do brinquedo La Tour Eiffel, que simula queda livre. Ela sentou-se em uma cadeira que deveria estar inoperante e com a trava acionada.

(...)

Segundo o delegado, um dia antes três técnicos de manutenção tiraram uma peça desse assento para usar em outro e um deles notou que o colete de segurança se abria.

"Um falou para o outro, mas ninguém lembrou de travar o dispositivo", afirmou.

(...)



Escrito por PACCOLA às 10h37
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ZDP CONSULTORIA



Escrito por PACCOLA às 09h24
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ZDP CONSULTORIA - APRESENTAÇÃO

QUEM SOMOS?                 A ZDP Consultoria é uma empresa de consultoria e prestação de serviços que tem como objetivo melhorar o resultado das empresas, agregando valor aos clientes, através da utilização de metodologia comprovada com a participação da alta direção e da equipe operacional, apoiando as decisões estratégicas e operacionais, com ética e responsabilidade, com profissionalismo e experiência.

MISSÃO                              Contribuir para a melhoria dos resultados de nossos clientes, através de serviços competentes de consultoria, com transparência e respeito ao ser humano.

VALORES                ÉTICA –  trabalhar com determinação, sem destruição.

                                  TRANSPARÊNCIA – clareza nos relacionamentos, nos propósitos e diagnósticos.

                                  RESPEITO – respeitar culturas, boas práticas e pessoas.

                                 RESULTADO – proporcionar retornos pelo trabalho realizado.

 A QUEM PODEMOS ATENDER?

                As empresas agrícolas e florestais, com projetos e estudos específicos relacionados às atividades mecanizadas;

                As empresas prestadoras de serviços agrícolas e florestais, que necessitam de um suporte com experiência e conhecimento do negócio;

                As empresas de transporte de pessoal ou de cargas, que necessitam de reestruturação ou modernização na gestão dos equipamentos, implantação ou revisão das políticas de manutenção;

As empresas que necessitam implantar um programa de redução de perdas e de organização e limpeza dos locais de trabalho e um um sistema estruturado de definição de metas visando melhorar os resultados.

O QUE FAZEMOS?

               Analisamos o Sistema de Gestão de sua empresa e identificamos pontos onde pode haver melhorias. Implantamos um Sistema de Gestão. 

              Analisamos a sua frota, as práticas de manutenção adotadas e propomos melhorias, implantando alterações.

               Analisamos os seus processos e identificamos onde está ocorrendo perdas e retrabalhos e propomos alterações; Analisamos a sua equipe;

                Implantamos o 5S, esta comprovada e revolucionária metodologia criada no Japão, que melhora os resultados e o ambiente de trabalho;

                Implantamos os conceitos de Operador Mantenedor e Manutenção Autônoma, com origem no TPM, que aproximam as áreas operacionais e de manutenção, fazendo com o os operadores cuidem melhor dos seus equipamentos, elevando a disponibilidade, reduzindo desperdícios e melhorando a segurança no trabalho;

                Implantamos um sistema de gerenciamento da rotina, com definição de metas, elaboração e acompanhamento de planos de ação;

                Formamos líderes para sua empresa, através do acompanhamento via mentoring;

   Geramos valor, à medida que transformamos informação em análise e, a partir daí, extraímos as ações necessárias para melhorar os processos.

 COMO FAZEMOS OS NOSSOS SERVIÇOS?

                Respeitando as boas coisas que o cliente possui;

                Transferindo as metodologias utilizadas para a equipe da empresa;

                Utilizando-se de ferramentas comprovadas e eficazes;

                Dando atenção especial às pessoas, principal recurso para transformação das empresas em casos de sucesso;

 EM QUE ÁREAS ATUAMOS?

GESTÃO:

·         Implantação do Gerenciamento da Rotina – Autoridades, Responsabilidades, Padronização de Processos, Agenda de Trabalho, definição de KPIs, acompanhamento de Resultados.

·         Implantação do PDCA – Identificação das Oportunidades, Definição das Metas, Análise do Estado Atual, Elaboração de Plano de Ação, Acompanhamento e Correção.

·         Revisão de processos e estrutura, identificando pontos de melhoria;

OPERAÇÕES:

·         Implantação e revisão do Processo de Manutenção dos Ativos, compreendendo Planejamento, Execução, Controle e Correção de toda a cadeia - Manutenção Preventiva, Corretiva, Preditiva, Planos de Manutenção, Rotas de Lubrificação, Rotas de Inspeção de Operação e Manutenção.

·         Implantação de PMP – Programa de Manutenção Preventiva – revisão ou elaboração de Planos de Manutenção.

·         Diagnóstico da equipe de mecânicos e operadores.

·         Implantação de 5S – treinamento para as equipes, implantação de auditorias.

·         Implantação de Operador Mantenedor e Manutenção Autônoma – treinamento para operadores para identificação de anormalidades, Etiquetagem, Reunião de Pequenos Grupos, Gestão a Vista, Lição Ponto a Ponto, Análise Porque-Porque.   

PESSOAS:

·         Formação e capacitação de Líderes para Operação e Manutenção.

·         Elaboração de Matriz de Habilidades – definição das áreas de conhecimento necessárias para cada função e dos conhecimentos básicos, específicos e complementares;   

·         Definição de grade de treinamento necessária baseada em levantamentos. 

PROJETOS:

·         Elaboração de projetos de mecanização agro florestal - dimensionamento de equipamentos e pessoal, definição de equipamentos, elaboração de memorial descritivo.



Escrito por PACCOLA às 09h20
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Deu no Estadão - Jet ski: polícia indicia 4 por morte em praia

A matéria de hoje da jornalista Zuleide de Barros no jornal Estado de São Paulo mostra a importância da atividade de Manutenção nos equipamentos quando ha uma ocorrência grave. O mecânico que fez a revisão do jet ski  que matou a menina em Bertioga também foi indiciado. A consequência de uma intervenção mecânica incorreta pode ser desastrosa. A seguir, reproduzo um trecho da matéria.

"A Polícia Civil de São Paulo indiciou quatro pessoas pela morte de Grazielly Almeida Lames, de 3 anos, atropelada por um jet ski no sábado de carnaval, na Praia de Guaratuba, em Bertioga.

São acusados o proprietário do equipamento e padrinho do adolescente de 13 anos que deu a partida na embarcação, José Augusto Cardoso Filho, além do caseiro da residência, Elivaldo Francisco de Moura, que teria ajudado o menino a levar o jet ski até a praia.

O processo ainda cita o dono da marina onde a moto aquática estava abrigada, Thiago Veloso, e o mecânico Aílton Bispo de Oliveira, que não teria feito a manutenção adequada. O equipamento apresentava alto nível de oxidação de algumas peças, o que teria redundado na alta velocidade, mesmo sem estar sendo pilotado, quando atingiu Grazielly."



Escrito por PACCOLA às 11h09
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CURSO DE GESTÃO EM MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS MÓVEIS

Curso de Aperfeiçoamento em Gestão de Manutenção de Máquinas Florestais

Data: 03 a 04 de maio de 2012 ( vagas abertas)
Local: Hotel Rockfeller, Curitiba - Paraná - Brasil

Malinovski © 2011 - Telefone: +55 41 3049 7888
Horário de Expediente: Segunda a Sexta-Feira, das 08:30h às 18:00h


As operações de colheita de madeira evoluíram rapidamente no Brasil nos últimos anos. Inúmeras empresas têm comprado máquinas com objetivo de aumentar a produtividade, reduzir custos e diminuir o risco de acidentes de trabalho.

Os investimentos para a mecanização florestal geralmente são altos, em alguns casos uma máquina pode custar mais de um milhão de reais, e para que os mesmos se justifiquem é necessário ter uma alta disponibilidade para o trabalho. Esse objetivo pode ser alcançado principalmente através da gestão e execução da manutenção com alta performance.

O curso será realizado em dois dias com quatro módulos (quatro horas cada um) e será ministrado por um profissional com vasta experiência em gestão de manutenção de máquinas florestais.

Módulo 1 - Visão Geral e Estratégia de Manutenção de Máquinas Florestais

No Módulo 1 serão discutidos alguns aspectos estratégicos que envolvem a manutenção de máquinas florestais, abordando o histórico, os conceitos e definições, o ambiente florestal e os paradigmas. Também serão abordadas as seguintes questões:

• Breve histórico. Conceitos – Manutenção por Tempo/por Condições.
• Papéis da função Manutenção – Manter, melhorar e antecipar.
• Estratégia da Manutenção – Quebra/conserta, preventiva ou preditiva?
• Estrutura própria ou terceirizada?
• A quem se reportar?
• Responsabilidades da função Operação.
• O que algumas empresas fazem: conserto ou manutenção?
• Quais são os impactos da manutenção no custo da colheita?
• Em suma: o que é, como e por que deve ser bem-feito um processo de manutenção?
 

Módulo 2-  Planejamento e Controle da Manutenção de Máquinas Florestais

Um bom planejamento de manutenção é um excelente ponto de partida para atingir uma Disponibilidade Mecânica da frota que atenda às necessidades operacionais. A qualidade dos controles é outro ponto de destaque na atividade e deve ser estruturada para que possa fornecer informações precisas e rápidas para a tomada de decisões dos gestores. Os tópicos abordados nesse módulo são:
• Definição dos Planos de Manutenção e Inspeção.
• Indicadores de Desempenho – Itens de controle e itens de verificação.
• Uso de sistemas informatizados.
• Definição dos controles – Nível, frequência, abrangência e divulgação.
• Análise das informações – Tomada de decisão.
• Gerenciamento da – Agenda e rotina dos profissionais da área.
 

Módulo 3 - Execução da Manutenção

É na execução da atividade de manutenção que essa área se manifesta realizando a sua principal função. As condições do campo - como poeira, chuva, resíduos, obstáculos e o trabalho noturno - acrescentam mais dificuldades ao trabalho do técnico de manutenção de máquinas florestais. Além disso, a preocupação com a segurança do profissional deve ser destacada a todo o momento, pois os riscos estão presentes em cada tarefa. As questões ambientais têm que ser observadas, uma vez que os combustíveis e lubrificantes são importantes poluidores se não tratados devidamente. Nesse módulo serão discutidos os seguintes assuntos:
• Equipe de técnicos – Dimensionamento, perfil e competências.
• Treinamento e capacitação.
• Equipamentos de apoio – Dimensionamento e manutenção.
• Atendimento aos 5Cs:
            - condições de utilização;
            - condições básicas;
            - condições das pessoas;
            - condições do projeto;
            - condições iniciais do equipamento.
• Contaminação.
• Lubrificantes e lubrificação.
• Logística: trailers de campo e serviços de apoio - Lubrificação, lavagem, reabastecimento, transporte interno, afiação de corrente, entre outros.
• Apoio à Manutenção - Suprimentos:
            - definição de níveis mínimos e máximos de estoque de peças na empresa, no fornecedor e comodatos de peças;
            - oficina: itens em stand by;
            - controle e reposição de estoques;
            - leva e traz.
• Apoio à Manutenção - RH:
            - capacitação de pessoal;
            - matriz de habilidades;
            - remuneração variável;
            - plano de carreira.
• Backlog de pendências.
 

Módulo 4- Aperfeiçoando Programas de Manutenção de Máquinas Florestais

O acompanhamento do processo de manutenção é de fundamental importância para a sua retroalimentação gerando um aprendizado contínuo. Nesse módulo serão discutidos os seguintes tópicos:
• Gestão de “falhas”.
• Identificação das maiores perdas - Plano de ação para eliminá-las.
• Coformação de operadores.
• Operador Mantenedor.
• Feedback de campo.
• Relatórios: nível de informação e importância.
• Identificação de modos de falhas - com exemplos.
• Atualização contínua dos planos de manutenção.
• Contramedidas de contenção de falhas.
• Interface com planejamento.
• Planos de ação e níveis de cobrança.
• Disciplina operacional.

 

Instrutor: Professor José Eduardo Paccola:

Engenheiro Mecânico formado pela Unesp-Guaratinguetá, tem MBA pela Fundação Getulio Vargas e créditos de Mestrado em Engenharia pela Unitau – Universidade de Taubaté. É instrutor internacional TPM pela JIPM – Japan Institute of Plant Maintenance. Experiência de quase 30 anos em grandes empresas florestais nacionais, atuando nas áreas de: Manutenção; Desenvolvimento Operacional; Treinamento; Qualidade; Sistema de Gestão; Mecanização, elaboração e implantação de Projetos de Colheita. Gerenciou equipes com atuação corporativa em diversas regiões do Brasil – SP, RS e MS. Coordenou implantação de 5S, TPM e Qualidade Total nas áreas florestais. Atualmente é Diretor da ZDP Consultoria, empresa de consultoria especializada em Gestão de Processos, Qualidade e Produtividade.


Solicite o programa e a planilha de investimentos do curso através do email: contato@malinovski.com.br / +55 41-3049-7888

A organização reserva-se o direito de avaliar o perfil dos eventuais participantes para aceitação da inscrição

 

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Escrito por PACCOLA às 08h37
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TROCA DE CHEFIA – SEMPRE UMA PREOCUPAÇÃO

Olá pessoal,

até hoje, os artigos que postei neste blog foram essencialmente técnicos. Como engenheiro, estes assuntos sempre me chamaram a atenção e acredito que possam servir para levantar uma discussão saudável sobre os temas abordados.

A partir de hoje começo a postar, além dos técnicos, assuntos gerais, voltados a Gestão, Qualidade, Treinamento e Capacitação, que também são assuntos de interesse de boa parte dos profissionais que trabalham em empresas. Espero que gostem. Aí vai o primeiro :

Nas empresas que tenho visitado e que passaram por troca de comando recente, a maioria das pessoas demonstra preocupação com o que pode acontecer agora sob o novo chefe. Esta preocupação é perfeitamente aceitável, afinal, dependemos do nosso trabalho e uma troca de diretoria pode significar também troca nos outros escalões da hierarquia. Afinal, o novo chefe precisa mostrar logo para que veio e a escolha de profissionais conhecidos por ele e que já apresentaram resultados comprovados em outras empresas pode ser o caminho mais curto para mostrar que a sua escolha foi acertada.

Como consultor, temos um canal aberto com as diversas áreas das empresas. Passamos a nos relacionar com diversos profissionais, de vários níveis hierárquicos, pois precisamos buscar os dados e as informações para realizar nosso trabalho. E também, como consultor, as pessoas acham que sabemos quase todas as coisas. Somente não sabemos – ainda – quando será o novo aumento de salário. Por causa desse contato, as pessoas nos procuram, sempre no momento do cafezinho solitário ou naquela sala onde é possível fechar a porta.   

E fazem as mais variadas perguntas. Mas, no fundo, o que querem mesmo saber é se elas vão continuar empregadas ou não dentro da nova estrutura. Se há possibilidade de serem demitidas. E a pergunta fatal: “Se fosse você, o que você faria?”.

Algumas respostas que procuro sempre dar, de maneira clara e transparente, sem ofender, mas também sem criar falsas expectativas que nós, consultores, não podemos garantir.

1.       Vai haver mudanças?

a.       Sim, senão não teriam chamado outro chefe.

2.       Eu posso ser demitido?

a.       Pode. Depende de como está a sua entrega neste momento. Se estiver muito boa, a chance de demissão é pequena. Caso contrário, a possibilidade aumenta.

3.       Se fosse você, o que você faria?

a.       Aproveitaria a ocasião para fazer uma revisão na carreira, com algumas perguntas: este trabalho é o que eu realmente queria fazer? Gostaria de ficar nesta empresa por mais quatro ou cinco anos? Estou feliz e próximo da realização trabalhando nisto?

Se as respostas para as perguntas acima forem ‘sim’, provavelmente você está entregando bons resultados para a empresa e a preocupação em perder o emprego deve ser substituída por capacitação contínua e mais trabalho. O novo chefe, se foi bem escolhido, saberá enxergar estas qualidades em você e, portanto, você deve continuar na equipe, quem sabe com uma mudança ou promoção.

Se uma ou mais resposta for ‘não’, substitua a preocupação por ação. Como?

Primeiro defina qual o trabalho que você gosta e sabe fazer. Eu posso gostar de tocar violão, mas sei ser engenheiro. Escolho trabalhar como engenheiro para custear minhas aulas de violão. E o que você gosta e sabe fazer? Coloque uma meta para que você possa viver daquilo que gosta, veja quais pontos precisa melhorar e quais habilidades devem ser desenvolvidas. E também verifique se o mercado está disposto a consumir aquilo que você está disposto a fazer. Quem são os seus concorrentes e onde eles são melhores do que você. Enquanto isso continue vivendo daquilo que sabe fazer, mostrando resultados e também continuando na constante evolução e auto-desenvolvimento. Se um dia você conseguir sobreviver daquilo que gosta de fazer, pronto, o caminho para a felicidade ficará mais claro. Se não conseguir, estará cada vez melhor naquilo que sabe fazer. E isso é bom para a sua carreira.

Depois identifique quais são os motivos pelos quais você não gosta de trabalhar naquela empresa. Se for por causa de algum colega, fique tranqüilo, o novo chefe também saberá identificar isso e o seu colega encrenqueiro (ou você) será convidado a sair. Ou ambos. Em qualquer um dos casos, o seu problema estará resolvido. Se o problema for por causa do ramo em que a empresa trabalha, este não tem jeito, não tem novo chefe que mude isso. Saia logo. Mas, por outro lado, se a sua indisposição com a empresa for por causa da maneira com que ela vem sendo conduzida, com sua organização e com os benefícios oferecidos, aguarde. Talvez esse seja o momento que ela comece a mudar. Sempre lembrando que a empresa é formada por um conjunto de normas e uma infinidade de posicionamentos que cada funcionário executa a todo momento. Se as normas mudarem, mas estes posicionamentos não, não haverá nenhuma mudança nesta empresa.

A preocupação com o novo comando deve ser substituída por ações claras de sua parte. Ficar em frente ao computador, fazendo de conta e esperando uma decisão superior, não pode ser a opção escolhida, em nenhuma hipótese. Aquele profissional que entrega bons resultados, tem uma postura pró-ativa e sabe se posicionar em momentos de mudanças, identificando novas oportunidades e contribuindo para o melhor desempenho da equipe, sempre terá maiores oportunidades de crescimento e estará menos sujeito as tormentas. Mesmo que algumas delas possam afetá-lo. Mas, se isso acontecer, ele estará mais preparado do que aquele que ficou esperando a chuva passar. Bom trabalho.



Escrito por PACCOLA às 15h44
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AS CONDIÇÕES QUE PROVOCAM AS FALHAS DOS EQUIPAMENTOS - AS 5C

O grande desafio do Gestor de uma operação mecanizada é fazer com que os equipamentos tenham melhor desempenho e isto significa: trabalhar mais, com mais qualidade, mais produtividade e com mais segurança.

                Quem trabalha em operações mecanizadas já deve ter assimilado uma dura realidade: os equipamentos falham. Não existe máquina que trabalhe eternamente sem nunca precisar de um reparo. Nenhum equipamento apresenta disponibilidade todo o tempo e, a cada período, precisa ser reparado. Isto é líquido e certo. A quebra é um dos principais motivos de paradas dos equipamentos e, portanto, fator de redução do desempenho. Existem outros: deslocamentos desnecessários, falta de local para trabalho, reuniões com operadores, fatores climáticos, apenas para citar alguns. Neste artigo serão abordados os principais motivos causadores das quebras e algumas medidas para evitá-las.

                Para reduzir as paradas por quebras, o ideal seria saber quando o equipamento vai falhar. Desta maneira, poderíamos antecipar a parada e substituir o componente que iria falhar, evitando quebras de surpresa. Este é o conceito de manutenção planejada, que alguns chamam de manutenção preventiva. Sabendo o que e quando vai falhar, recolhe-se o equipamento para efetuar os reparos antecipadamente. Parece um mundo perfeito.

                Ocorre que a falha dos componentes não é tão previsível assim. A previsão de durabilidade de uma peça é determinada segundo cálculos estatísticos de eventos semelhantes que já ocorreram em outras operações e também com dados obtidos em testes sob condições controladas. É uma boa estimativa sobre a durabilidade de determinados componentes, mas não é exatamente o que ocorre com a sua operação. As condições climáticas variam, assim como o solo, a topografia, a carga e, talvez mais importante, os operadores e o nível de operação.  Sem falar que a manutenção empregada nos equipamentos também tem diferenças de qualidade em relação àquelas operações onde os dados foram extraídos para calcular o período de quebra. Pode até ser que o nível operacional e de manutenção seja melhor, mas é diferente. Então ou a peça é substituída depois de quebrar – perda de tempo – ou é substituída antes – perda de dinheiro. Por isso é muito importante entender estas falhas e saber como evitá-las.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CONDIÇÕES QUE LEVAM ÀS FALHAS? AS 5C             

                Segundo a JIPM (Japan Institute and Plant Maintenance) as falhas ocorrem por uma combinação das cinco condições a seguir:

                        Fonte: New Implementation Program in Fabrication and Assembly Industries, JIPM.

                Na prática, dificilmente estará presente apenas uma dessas causas. O mais comum é que um conjunto delas seja responsável pela falha. Quanto mais inter-relacionadas forem as causas, mais difícil será para identificar a causa raiz daquela ocorrência. O desafio do Gestor é conhecer cada uma dessas condições, associá-las às paradas dos  equipamentos e traçar planos de ação para eliminá-las. Bom trabalho.



Escrito por PACCOLA às 09h35
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OS LUBRIFICANTES E A LUBRIFICAÇÃO - FINAL

Os mesmos cuidados no recebimento, armazenamento e utilização que se deve ter com os lubrificantes também devem ser aplicados aos filtros.

      Além dos lubrificantes e dos filtros, os sistemas lubrificados ainda possuem outros elementos que são igualmente importantes:

·         Tampas: fecham os bocais que é por onde ser repõem o óleo no compartimento. As tampas são fixadas por rosca ou travas nos bocais e possuem um anel de cortiça ou outro material inerte para melhorar a vedação entre a tampa e o bocal. As tampas não podem estar amassadas nem furadas e nem perderem o anel de vedação, pois cada uma dessas anomalias pode ser uma porta para entrada de contaminantes.  Algumas tampas também servem de respiro para entrada e saída de ar devido ao movimento do óleo no interior. Este respiro precisa estar com o seu elemento em bom estado também para evitar a entrada de contaminantes.

·         Varetas de nível: como o nome diz servem para verificar o nível de lubrificante no compartimento e também possuem uma tampa com vedação justamente para evitar a entrada de contaminantes. As varetas são colocadas em dutos de metal que são afixados nos compartimentos. Estes dutos, após várias operações de retirada e colocação da vareta, costumam apresentar trincas e ficam folgados. Quando isso acontece precisam ser reparados imediatamente, pois estas trincas favorecem a entrada de contaminantes. Outro momento crítico é quando é realizada a verificação de nível. Um profissional mais cuidadoso utiliza-se de pano limpo, sem areia ou outro contaminante, para limpar a vareta antes de colocá-la novamente em seu lugar. Caso contrário, uma vez que esta operação deve ser realizada antes de todo turno, se não for utilizado um pano limpo para limpar a vareta, a quantidade de contaminante que é introduzida no compartimento é suficiente para levá-lo ao desgaste e falha prematura em pouco tempo.

·         Visores de nível: em compartimentos aéreos, ao invés de varetas, tem-se o visor de nível. Dependendo da qualidade e do tempo de uso (ou se recebeu alguma pancada) este visor pode se trincar, favorecendo os vazamentos. Em reservatórios hidráulicos, no momento da execução de um movimento que exija grande volume de óleo, a sucção imediata da bomba causa entrada de ar pelo respiro que também pode entrar por esta trinca no visor, carregando contaminantes.

·         Bomba: tem a função de coletar o óleo no reservatório e enviar para os circuitos usuários, sejam eles atuadores hidráulicos ou componentes móveis dos motores e transmissões. Após o uso intenso pode haver desprendimento de material do corpo da bomba que vai contaminar o óleo prejudicando todo o componente.

·         Sensor de pressão: se não tiver bem fixado pode provocar vazamentos.

·         Carter, junta do Carter, plug: é um conjunto de peças que compõem um dos compartimentos de lubrificantes, principalmente nos motores. Se houver vazamentos nas juntas e plugs eles devem ser corrigidos imediatamente.

A lubrificação é um principais serviços básicos que se deve fazer em equipamentos para se garantir um bom desempenho. Além de ser um serviço recorrente, a possibilidade de contaminação dos sistemas é muito grande. Por isso deve receber atenção especial de todos os Gestores de Manutenção.



Escrito por PACCOLA às 09h57
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OS LUBRIFICANTES E A LUBRIFICAÇÃO - PARTE 2

Além de reduzir o atrito entre peças móveis, os lubrificantes também transmitem força. É nos circuitos hidráulicos que esta propriedade se faz presente. Os circuitos hidráulicos estão presentes em todos os equipamentos móveis atualmente e, no caso das atividades agro-florestais, as máquinas possuem um grande número de mangueiras que estão sujeitas a estouros e cortes. Estas avarias fazem com que o consumo de óleo hidráulico nestes equipamentos seja significativo, havendo necessidade de reposição freqüente, mesmo em se tratando de um circuito fechado, como é o caso dos circuitos hidráulicos.  

      Os lubrificantes e a ciência da lubrificação são fundamentais para o perfeito funcionamento de todas as máquinas, inclusive das móveis. Existe uma ciência, denominada de Tribologia, que estuda as questões ligadas a interação entre dois ou materiais sólidos em contato e, por conseqüência, a lubrificação possível entre eles. Esta ciência atua em todos os campos do conhecimento e não somente em mecânica. Por exemplo, a medicina estuda os atritos existentes nas diversas juntas do corpo humano – joelhos, cotovelos, quadris – e os conceitos de tribologia também aqui são aplicados. Para quem gosta do assunto, vale a pena estudar e conhecer um pouco mais. A internet oferece vários sites interessantes.

      Além dos lubrificantes, os componentes lubrificados possuem filtros que servem para filtrar as partículas sólidas que surgem na carga de óleo. Essas partículas sólidas podem: a) entrar pelos bocais e varetas ou b) serem geradas internamente, como desprendimento de material das superfícies em atrito. Além disso, os filtros podem reter também a borra gerada pelo desgaste dos aditivos dos lubrificantes.

            Os filtros também têm a sua vida útil e devem ser substituídos conforme recomendação. Os filtros e os lubrificantes, em conjunto, são os principais insumos para uma boa lubrificação em um equipamento. Escolher produtos de qualidade e conforme recomendações técnicas solicitadas pelos fabricantes de equipamentos é uma obrigação do gestor de manutenção. Um filtro de má qualidade pode comprometer um bom lubrificante. A especificação de um filtro deve levar em conta: a sua capacidade de filtragem e a vazão, que é o volume de lubrificante que precisa filtrar por intervalo de tempo. Os fabricantes de filtros possuem tabelas que fazem a conversão de códigos de produtos entre os diversos fornecedores. (continua)



Escrito por PACCOLA às 14h38
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